O Brasil é o segundo destino mais atraente do mundo para os investidores em 2009, segundo a Associação Americana de Investidores Estrangeiros em Imóveis (AFIRE). Na pesquisa realizada no último quadrimestre de 2008, auge da crise internacional, foram ouvidos 16% dos membros da entidade. Os empresários detêm cerca de US$ 1 trilhão em suas carteiras de investimento.

De olho nesses números e nas oportunidades de investimentos proporcionadas pela realização da Copa no Brasil, em 2014, o Ministério do Turismo decidiu intensificar o trabalho de divulgação do país no exterior.

A Embratur, os ministérios da Indústria e do Comércio e das Relações Exteriores e entidades privadas do setor imobiliário serão alguns parceiros nessa empreitada do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo (DFPIT). “Alguns empreendedores estão revisando o planejamento, reduzindo o tamanho dos projetos ou alargando o cronograma. O Brasil, no entanto, continua com diferenciais competitivos muito fortes como a depreciação cambial, o processo de retomada da malha aérea internacional, o esgotamento de outros destinos internacionais para investimentos em segunda residência e o preço (veja quadro)”, afirma o diretor do DFPIT, Hermano Carvalho.

A estratégia é usar todos os meios disponíveis para expor as potencialidades do mercado turístico brasileiro e atrair investimentos estrangeiros para o setor. A estrutura das representações diplomáticas brasileiras, principalmente na Europa e Estados Unidos, será utilizada para promover reuniões com investidores internacionais. Assim como as feiras continuam sendo importante veículo de divulgação. No ano passado, a embaixada brasileira em Londres promoveu um workshop para cem investidores ingleses em paralelo à OPP Live, o principal evento de investimentos imobiliários e turísticos do Reino Unido. Na Espanha, durante a Barcelona Meeting Point, foram realizadas palestras sobre segurança nas transações imobiliárias, opções de financiamento no Brasil, força do mercado de segunda residência no país e particularidades e tendências do mercado.

Em todos os locais o diretor do MTur fez um painel sobre as oportunidades para a Copa do Mundo. Mercado – Estudo produzido pela BSH Travel Research, consultoria do setor de hotelaria, estima investimentos futuros da ordem de R$ 5,6 bilhões até 2012 no país. A pesquisa identificou 172 empreendimentos em estágio de desenvolvimento, construção ou implantação, que equivalem a 36.602 unidades habitacionais.

A maioria dos hotéis, resorts e flats serão construídos nas regiões Sudeste e Nordeste. Nesta última, a estimativa é de 75 novos hotéis ao custo de R$ 3,73 bilhões, aumentando a oferta em mais 23 mil unidades com geração 36 mil empregos diretos. Ao avaliar possíveis impactos da crise no mercado nacional, o estudo revela que os resorts são os empreendimentos que mais devem sofrer com a crise.

Os hotéis urbanos, segundo a entidade, têm seu desenvolvimento pautado pelo crescimento econômico do Brasil e com lastro de demanda real que minimizam os riscos. Em relação à segunda residência, há uma explosão de investimentos por parte de grupos turísticos e imobiliários internacionais. Segundo dados do Banco Central, em 2007, os investimentos em segunda residência por estrangeiros não-residentes no Brasil somaram US$ 646 milhões.

Nos próximos oito anos o Nordeste deve comercializar entre 80 e 100 mil imóveis com essa finalidade.

Fonte:Mtur