R$ 30.000
Agência de viagem

Equipamentos e instalações: R$ 20.000 (sala de recepção, TV, DVD, dois computadores com acesso à internet e telefone)
Capital de giro: R$ 10.000
Funcionários: 2 (o dono e um atendente)
Faturamento médio mensal: R$ 10.000
Prazo de retorno: 12 meses

Os números enchem os olhos. Segundo levantamento da Universidade de São Paulo e da Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas, as empresas gastam, por ano, R$ 15,5 bilhões em viagens, o equivalente a 66,2% do PIB de turismo do país. Portanto, investir no mercado corporativo vale a pena, garantem os especialistas. Foi o que fizeram as sócias Denise Amado e Sandra Sciacca que, com uma experiência de 20 anos na área, decidiram em 2004 tocar o próprio negócio. Elas apostaram nas viagens de incentivo, aquelas oferecidas pelas empresas a funcionários e parceiros como prêmio. Resultado: em pouco tempo, a Discover Eventos, Viagens de Incentivo e Lazer, de São Paulo, saltou de dois para 15 clientes – Panasonic, Epson e Johnson & Johnson, entre eles. Segundo Sandra, um dos segredos do sucesso foi a gestão adotada pelas sócias: elas só começaram a retirar o pró-labore após um ano de trabalho; têm sempre de reserva o equivalente a seis meses de despesas fixas e atendem pessoas jurídicas como se fossem pessoas físicas. “Os clientes levam o número do nosso celular nas viagens”, diz Sandra. “Eles querem ter a certeza de ser bem atendidos e de ter o contrato cumprido à risca”. Sem anunciar na mídia, elas garantem que a indicação é a melhor divulgação. Segundo Sandra, um dos grandes riscos de quem investe na área é se iludir com a sinalização de ganhos fáceis. “Ou se trabalha duro e com qualidade, ou fecham-se as portas”, diz.